sexta-feira, 1 de outubro de 2010


Ilusões Sobre o Amor

"Uma das maiores ilusões é que iremos encontrar outra pessoa que vai tornar a nossa vida feliz. Mas raramente estamos cientes de quanto a nossa busca e nosso drama de "amor" são uma enorme fuga de nos mesmos."

Qual e o tópico intimo mais comum que freqüentemente compartilhamos com um amigo durante um café? - Nossas historias de amor. Elas são uma preocupação maior. Não podemos viver sem amor mas encontrá-lo e mantê-lo é muito difícil. Por que o amor que começa com tantas esperanças e promessas aos poucos se torna um pesadelo? Por que o amor parece tão freqüentemente se deteriorar numa amarga luta de poder ou numa fria indiferença? E por que repetimos os mesmos padrões dolorosos muitas e muitas vezes?

Freqüentemente o meu mestre nos lembrava de que não temos idéia do que é o amor. O amor, ele explicou, é um estado de consciência, não algo que sentimos por uma pessoa em particular, mas algo que sentimos por todas as coisas. Ele chega como resultado de uma profunda busca interior e por entrar profundamente em meditação.

O amor é impossível de encontrar e sustentar até que confrontemos e comecemos a trabalhar o nosso medo. Ate então, nossas historias de amor são apenas uma maneira de evitar encarar o medo. Aqui estão três maneiras que descobri que comumente usamos para evitar o medo:

1. Nós prendemos a crença de que iremos encontrar alguém que levara o nosso medo e nossa dor embora principalmente o medo de nossa solidão.

2. Ou nos iludimos em acreditar que somos auto-suficientes - que basicamente podemos conseguir sozinhos.

3. Ou acreditamos que, quando a dor ou o medo surgem, é falha de alguém ou algo fora de nos mesmos.

A menos que estas ilusões sejam expostas e trazidas a consciência, elas continuamente irão sabotar nossos esforços para encontrar amor.
Viver Perigosamente
osho5.jpg
Viver perigosamente significa viver. Se você não vive perigosamente, você no vive.
Você floresce para o perigo. Você nunca floresce na insegurança; apenas na insegurança.
Se você começa a obter segurança, você se torna uma água parada. Então sua energia não esta mais circulando. Então você está receoso, porque ninguém sabe como ir em direção ao desconhecido. E por que correr risco? - o conhecido é mais seguro. Então você se torna obcecado pelo familiar. Você continua ficando farto com isso, você fica entediado com isso, você se sente miserável, mas isso ainda e familiar e confortável. Pelo menos e conhecido. O desconhecido cria um temor em você. Qualquer idéia em relação ao desconhecido e você começa a se sentir inseguro.
Há apenas dois tipos de pessoas no mundo. As pessoas que querem viver confortavelmente...Elas estão procurando a morte, elas querem um túmulo confortável. E as pessoas que querem viver. Elas escolhem viver perigosamente, porque a vida só floresce quando há risco.
Liberdade
 
"Ninguém é corajoso o suficiente para ficar sóavilapostes.jpg.                               
Você precisa de alguém.
Por que você precisa de alguém???
Você tem medo de sua própria solidão, você fica entediado consigo mesmo.
E realmente, quando você esta sozinho, nada parece ter sentido.

Com alguém, você fica ocupado e cria sentidos artificiais a sua volta.

Você não precisa viver para si mesmo, então começa a viver para uma outra pessoa. E o mesmo e o caso com a outra pessoa... ele ou ela não pode viver só, então procura alguém. Duas pessoas com medo de suas próprias solidões se juntam e começam a jogar um jogo de amor. Mas no
fundo ela estão procurando apego, compromisso, cativeiro.
Diretamente não se pode pedir por escravidão, é muito humilhante.

E diretamente não se pode dizer a alguém: "Torne-se meu escravo" . A pessoa se revoltaria!!!! Nem se pode dizer: " Quero me tornar seu escravo". Assim, você diz: "Não posso viver sem você". Mas o significado está presente, ele é o mesmo. E quando o desejo real é satisfeito, o amor desaparece, o amor falso (deixo claro). Então você
sente o cativeiro, a escravidão, e começa a lutar para se livrar.

Lembre-se disto este é um dos paradoxos da mente: tudo o que você obtém, você se entedia, e tudo que você não obtém, você o almeja. Quando está
só, almeja alguma escravidão, algum cativeiro. Quando está aprisionado, começa a almejar a liberdade.

Realmente somente os escravos almejam a liberdade, e pessoas livres novamente tentam ser escravas. A mente segue em frente como um pêndulo, movendo-se de um extremo a outro. O amor se torna apego. O apego era necessidade, o amor era apenas a isca. Você estava procurando um peixe chamado apego e o amor era apenas a isca para apanhar o peixe. Quando o peixe é pego, a isca é jogada fora. Lembre-se disso, e sempre que você estiver fazendo alguma coisa, vá fundo dentro de você mesmo para descobrir a causa básica.

No momento em que você deixa de ser dependente de alguém, uma profunda serenidade e um profundo silencio se estabelecem em seu interior. Isso não significa que você deixa de amar. pelo contrario, pela primeira vez você conhece uma nova qualidade, uma nova dimensão do amor, um amor que esta mais próximo da afabilidade do que do de qualquer relacionamento. "


Osho

Um Inimigo chamado Ciúme

Há quem considere os ciúmes sinónimo de amor, mas há também quem os julgue uma verdadeira ameaça para a relação. Afinal, porque temos ciúmes de quem gostamos?  
Imaginemos um casal de namorados: conheceram-se há relativamente pouco tempo, começaram a namorar, até parecem dar-se bem, mas de um momento para o outro eis que a relação começa a ficar deteriorada. Os ciúmes começam a ser uma constante, as desconfianças também, e os telefonemas e as perseguições parecem não ser suficientes para ter a certeza de que o outro lhe é fiel. Assim, e perante este cenário, o caso começa a ficar demasiadamente grave!
Será que é normal termos ciúmes de quem gostamos? Sim, é perfeitamente normal! Mas essa normalidade acontece apenas quando se verifica em situações esporádicas, sem consequências de maior, e automaticamente é esquecida. Se você falar do seu antigo namorado, com um sorriso de orelha a orelha, é normal que o seu companheiro actual não vá achar piada. Aqui surge a dúvida habitual ‘Será que ela ainda sente alguma coisa por ele?’.
Enquanto estas exposições de ciúme forem esporádicas e perfeitamente saudáveis, o ciúme pode mesmo vir a fortalecer a relação e ser um sinónimo que a outra pessoa realmente a deseja ter só para ele. Não é por acaso que se costuma dizer ‘Onde há amor, há ciúme’ ou ‘Quando não há ciúme, não há amor!’ e, embora sendo expressões antiquíssimas, são reveladoras de uma realidade que as novas tecnologias e os tempos modernos não vão conseguir apagar jamais. O pior de tudo é quando o ciúme passa para uma esfera bem mais perigosa e degradante, e aí sim será aconselhável o apoio de um especialista. Aqui, o ciúme já atingiu o plano doentio!
Existem muitos ciumentos pelo mundo fora. Definem-se por serem pessoas inseguras, sempre desconfiadas da veracidade das palavras e actos do seu companheiro, que não têm pudor nenhum em vasculhar-lhe toda a sua vida: bisbilhotam o telemóvel, a carteira, a agenda, todos os recantos do carro e da casa, sempre em busca de alguma prova de traição. Em muitas situações, chegam mesmo a perseguir o companheiro para se certificarem onde ele vai, fazem esperas à porta do trabalho, seguindo-o para onde quer que ele vá. Se em alguns casos há motivos para tamanhos actos de espionagem, em outras situações isto é apenas fruto da insegurança e de uma imaginação muito fértil por parte da pessoa ciumenta.
O ciúme pode ter origem em vários factores: uma exagerada insegurança, no entanto sem motivo aparente, uma infância isenta de amor e carinho, ter perdido muitas pessoas que amava no passado, situações de traição marcantes antes desta relação, ou mesmo um amor doentio. Todavia, o ciúme pode também ser proveniente de uma doença de cariz psicológico que até à data não tenha sido ainda manifestada. Logo, a visita a um especialista desta área é muito importante para compreender as suas atitudes obsessivas.
Perante tamanho cenário de dúvida e desconfiança é normal que a relação venha a ser afectada. O entendimento entre as duas pessoas começa a ser algo impossível, e o relacionamento acaba por viver um clima de discussão e angústia. Para a pessoa ciumenta a vida é um misto de desconfiança e insegurança, mas a vítima de ciúmes também não é uma pessoa feliz. Sentindo-se aprisionada e sem conseguir ter o seu próprio espaço, é normal que a vítima destes ciúmes tente terminar com a relação, mas esta, acredite, vai ser uma tarefa bem difícil. Esta atitude fará com que o outro fique ainda mais fragilizado e entre numa depressão profunda. Por isso, encaminhar a pessoa ciumenta para um tratamento é imperial!
É preciso medir os ciúmes que sente! Ainda que seja perfeitamente normal sentir ciúmes, quando os mesmos não são em excesso, a partir de uma certa altura essas crises de ciúme e insegurança vão acabar por destruir o seu relacionamento. Aliás, coloque-se no lugar da pessoa e veja o quanto não será difícil estar sempre a duvidar de tudo o que ela diz e faz! Recorrer a um especialista deve ser feito quanto antes, isto se começar a fazer aquilo que descrevemos no início deste artigo. Se gosta realmente dessa pessoa tem que confiar mais, e deixar de imaginar coisas que não existem!
Acredite que o ciúme pode ser o inimigo número um da sua relação! Não deixe, por isso, que a seta do cupido se dirija em sentido contrário!

Ana

terça-feira, 7 de setembro de 2010

olá estou de volta...com um novo artigo...

ACEITAÇÃO,
É uma coisa que está directamente ligada com o “Livre Arbítrio”. Este é um dos maiores males do Ser humano na sociedade actual, pois diariamente dizem ou pensam dezenas de vezes, “…olha-me este…”, “…olha o que aquele fez?”, “…Isto há com cada um…”, “…este tem a mania…”, “…ai se fosse comigo…”, “…estas pessoas não têm respeito nenhum…”, “…há com cada doido…”, “…no meu tempo não era nada disto…”, “…já não é como antigamente…”, etc., etc. .

Este tipo de situações acontece porque o Ser tem uma tendência geral para observar os comportamentos dos outros. Mas observar nada tem de mal, só que muitas vezes as pessoas não resistem, e não conseguindo ficar caladas, expressando sempre a sua opinião, ou como se diz na gíria popular “tem de mandar a boca”. Ao estarem a fazer isso estão constantemente a por em causa tudo o que é feito sem que saibam qual a razão ao fundamento para tal atitude porque se soubessem talvez mudassem de opinião. Fazer isto é estar a julgar os outros. Ah, lembrei-me de outra coisa, quando criticam os outros, na maior parte dos casos estão a colocar os vossos defeitos nos outros, pois as costas dos outros são os nossos espelhos, mas não era sobre isto que pretendia falar. Este tipo de atitude não é nada benéfico, pois sendo as palavras proferidas maioritariamente em sentido depreciativo, inconscientemente estamos a colocar energia menos positiva nas palavras, o que por sua vez se reflecte em nós, fazendo com que baixe o nosso nível vibratório energético, abrindo as portas às doenças. Vamos parar com isso! Vamos viver o nosso dia-a-dia em harmonia, ACEITANDO as pessoas e mundo como ele é, tendo sempre em mente o bem-estar comum universal. Não critiques o pescador porque não apanhou peixe (talvez não saiba) ensina-o a pescar e verás que disseminarás a semente do conhecimento. Aceitemos as atitudes dos outros (mesmo que não concordemos), as palavras (violência gera violência) as decisões (respeita o espaço deles, o seu livre arbitrio) e mesmo que não queira falar contigo dá-lhe tempo, porque o silêncio é a voz da Alma. No dia em que a sua mente dê espaço para que o subconsciente se liberte, então verá o quão divino é e mudará o seu comportamento perante os outros e o universo.

Ana

Mudar...

"O homem é aquilo que pensa..."

Todos nós possuímos um poder invisível, que brota da união de uma energia interna com a matéria externa - a força do pensamento. Todo pensamento produz no mundo uma vibração relativa aos sentimentos que o criaram. E muitos pensamentos repetem-se dentro de nós como um vício - e, como tal, deveria ser combatido.

Funciona assim: somos tomados por um pensamento que incita o corpo astral a um sentimento de mesma vibração. Se pensarmos em algum erro que cometemos, em seguida temos a sensação de baixa auto-estima, de arrependimento ou mesmo de raiva de nós mesmos. Se nos deixarmos levar pelas emoções desencadeadas nesse processo, - e normalmente é isso que acontece-, somos inundados pelo aumento desses mesmos sentimentos. Por outro lado, se respiramos e pensamos racionalmente, sem julgamentos, passamos a sentir calma e tranquilidade.

Quando emitimos um pensamento carregado de sentimento, ele é lançado em direção à pessoa ou à situação pensada. Por exemplo: se estou com raiva de alguém, a força desse pensamento é lançada violentamente contra essa pessoa. Se a raiva é de si próprio, essa vibração também será e ficará flutuando ao redor de quem se pune, toda vez que esse pensamento negativo for repetido. Assim, construímos uma bola de neve e intensificamos o mecanismo de nossos vícios. Todo cuidado é pouco diante do poder que temos na mente.

Pensamentos são poderosos. Por isso, devemos desenvolver o poder de controlar as nossas mentes e emoções, assim como identificar as nossas qualidades e as das pessoas que conhecemos e com as quais convivemos. Precisamos deixar que apenas pensamentos bons e agradáveis penetrem nos corações.

No início, é bastante difícil. Mas, em pouco tempo, será possível notar ótimos resultados.

namasté

Ana
Energia

A mudança a partir do processo energético


"Os milagres não acontecem em contradição com a natureza, mas apenas em contradição com o que conhecemos da natureza".
- Santo Agostinho -

Se consciência é energia e tudo na vida é energia, podemos chegar à conclusão que tudo é consciência. A nossa forma mais básica de pulsação é energia. As células se expandem e se contraem num magnífico pulsar de energia. Todo nosso organismo é composto de energia e quanto mais livre for esse organismo, maior a sua pulsação, maior o movimento energético, mais intensa é a vida, maior é a consciência.

Se o nosso corpo físico fosse ampliado milhares de vezes, as células pareceriam um aglomerado de estrelas, os órgãos vitais, corpos celestes, e o corpo poderia ser considerado um universo em expansão pulsando, contraindo-se e expandindo-se. Cada partícula desse corpo, se une a outras partículas de um universo maior, formando um todo de energia. Cada célula do corpo é carregada de consciência, bem como toda manifestação da vida.

Cada micro partícula de vida sabe o que está a fazer, numa dança coesa formando a totalidade do ser. Todos temos um destino, um plano interior, como a semente de um fruto. Unindo a nossa mente, a razão e a vontade, juntamente com a mente inconsciente, fazemos funcionar tanto o nosso organismo quanto o meio em que vivemos.

Muitos podem pensar que o corpo energético é formado a partir do físico, mas é exatamente o contrário. Nosso físico é formado pelo energético. Cada membro do nosso corpo é formado a partir de um processo energético interior. O mundo ao nosso redor também é construído a partir de processos energéticos que partem das nossas mentes e emoções. Todas as forças que operamos em nossa consciência partem de um movimento interno e específico de energia. Assim como as emoções e pensamentos são construídos pelo inconsciente unido ao ambiente em que vivemos, o corpo físico também o é.

Quando nos sentimos bem, é sinal que nossa energia está fluindo livremente.Os movimentos são mais graciosos, mais espontâneos, caminhamos pela vida de forma mais leve. Quando a energia não flui, é porque o nosso organismo está aprisionado naquilo que em bioenergética denominamos couraça. Um organismo encouraçado não pulsa, é um organismo infeliz, tornando a pessoa também infeliz. As couraças podem ser musculares, viscerais ou dos tecidos.

Quando trazemos algumas emoções à consciência, quando revivemos essas emoções num trabalho terapêutico, podemos lentamente dissolver essas couraças. Dessa forma o organismo retoma sua pulsação natural num processo de auto regulação que todos nós possuímos. A consciência unifica a energia. Numa pessoa relativamente saudável, a totalidade das pulsações gera harmonia. Todos nós temos conflitos, somos encouraçados, aprisionados.

Vivemos num mundo carregado de violência e doença, e se refletirmos, poderemos perceber que se a mudança celular provoca a mudança do todo, e que somos criadores do desequilíbrio que vivemos, poderemos, a partir de um trabalho de mudança energética individual provocar uma revolução, no mínimo no contexto individual, no máximo, no contexto mundial. Mais uma vez, chego à conclusão que a transformação do todo depende da consciência e percepção individual, na criação de respostas menos impulsivas. Mas para isso ser possível, muitas vezes é preciso a ajuda de pessoas que estão mais familiarizadas com os processos energéticos inconscientes. Meus queridos, mãos à obra!

Ana

quarta-feira, 24 de março de 2010

Reikiano

"Aquele que trabalha com as mãos é um artesão!
Aquele que trabalha com a mente é um sábio!
Aquele que trabalha com a inspiração é um artista!
Aquele que trabalha com a técnica é um profissional!
Aquele que trabalha com a intuição é um místico!
Aquele que trabalha com o coração é um espiritualista!
Aquele que trabalha com as mãos, mente, inspiração, técnica,
intuição e com o coração é um Terapeuta Reikiano "

Ana

quarta-feira, 17 de março de 2010

adultos indigo

Se quer saber se é um índigo adulto analise as afirmações que se seguem e procura responder a cada uma delas fazendo um traço à frente de cada uma das respostas se forem afirmativas...

* São muito criativos ainda que na escola não tenham tirado as melhores notas.
* Têm algumas características que fazem parte de crianças índigo.
* Apresentam alguns problemas de concentração e atenção (Sintomas de Desordem de falta de Atenção. Podem apresentar problemas para se concentrarem nas suas tarefas. Podem saltar de tema nas conversas (palestras, dissertações, etc.)
* Têm uma verdadeira empatia por algumas pessoas e sentem-se bem com pessoas que tenham a sua vibração, mas têm, também, uma profunda intolerância pela estupidez.
* São muito intuitivos, muito criativos e desfrutam fazendo coisas, mesmo que espalhem tudo à sua volta como um caos, sentem-se bem assim...mesmo que os outros reclamem da desordem.
* É difícil para eles fazerem um trabalho repetitivo e obrigatório e sobretudo na escola recusavam-se a fazê-lo.
* Vivem em constante mudança e têm, ainda hoje, problemas com a autoridade. Rejeitam, muitas vezes, a autoridade do professor ou mesmo dos pais quando procuravam impô-la. Questionaram-na e continuam questionando a autoridade.
* Aprendem rapidamente e quando acham que já sabem o suficiente aborrecem-se e desinteressam-se pelos assuntos?
* Se uma coisa ou um tema lhes interessa põem aí toda a sua atenção e não se importam de estar horas a fazer o mesmo.
* Na escola parecia que tinham “picos” e não paravam quietos, quando a matéria não lhes interessava, não lhe servia para nada ou achavam que já sabiam o suficiente sobre o assunto.
* Por vezes mostra ser extremamente sensíveis, ou emocionalmente instáveis, chorando ao mínimo motivo (sem protecção). Ou podem mostrar uma certa falta de emoção (protecção completa).
* Por vezes revoltam-se com certas coisas ou pessoas, parecendo que têm problemas com a Ira.
* Não compreendem e até se revoltam, ou irritam com os chamados sistemas ineficazes que consideram caducos: sistema político, educativo, médico, jurídico, etc.
* Sentem uma verdadeira irritação e ira quando privam dos seus direitos e detestam que os observem ou controlem os teus passos, ficam irritados quando alguém está sempre a observá-los e a criticá-los.
* Procuram o significado da vida e sentem uma vontade grande de mudar ou até melhorar o mundo aderindo, por vezes, à espiritualidade, a alguma religião ou a grupos ou livros de auto-ajuda.
* Tiveram alguma experiência psíquica, premonições (ver anjos, seres extrafísicos, fantasmas...) experiências fora do corpo, ouvir ruídos ou vozes, etc.
* É sensível à electricidade e por vezes os relógios não funcionam, as lâmpadas apagam-se quando passa por baixo deles, os aparelhos eléctricos funcionam mal ou queimam-se fusíveis ou rebentam lâmpadas...
* Já, alguma vez, tiveram consciência da existência de outras dimensões, de extraterrestres ou da existência de outras realidades paralelas.
* São muito expressivos sexualmente, mas também podem recusar a sexualidade por aborrecimento ou para conseguirem uma ligação espiritual mais elevada. Podem explorar tipos alternativos de sexualidade.
* Tiveram poucos ou nenhum exemplo índigo para imitar.
* Se conseguem encontrar o seu equilíbrio podem transformar-se em indivíduos muito realizados, fortes, sãos e felizes.

quinta-feira, 11 de março de 2010

No feminino...

Essência feminina na espiritualidade

Em todas as culturas encontramos a presença da essência feminina expandindo os horizontes da espiritualidade e do amor ao sagrado da natureza. Desde a antiguidade, como mãe, guerreira, rainha, princesa, cortesã e outros símbolos femininos, as mulheres são elos de união com o Cosmo e exemplos de força e grandeza que se perpetuam pelos séculos na perene espiral do tempo.

Vencendo preconceitos e barreiras impostas pela sociedade, as mulheres seguem conquistando seu espaço com maestria e registrando seu nome na história da política, do desporto, das artes, da educação em todas as áreas do conhecimento. No campo holístico não é diferente. Munidas de uma aguçada intuição, as mulheres trilham o caminho espiritual na busca do autoconhecimento e sabedoria. Elas compartilham e aplicam o saber como terapeutas holísticas nas diversas linhas.

Deusas, Sacerdotisas, Ciganas, Bruxas, Orixás, Poetisas, amantes da magia dos Oráculos e do equilíbrio das terapias alternativas, a alma feminina ganha destaque no universo espiritual e artístico.
Tarólogas, numerólogas, astrólogas, Reikianas, Xamãs e Terapeutas sensitivas e sábias são personagens do espaço que trabalho, Casa de Luz, e de outros lugares espalhados pelo mundo que propiciam um ambiente acolhedor para a troca de ensinamentos, bençãos e luz do maravilhoso conhecimento holístico que prima pela integração e harmonia das energias e dos elementos que semeiam a vida no planeta.


Ana

sábado, 12 de setembro de 2009

Deuses Egipcios

Certamente, muitos já ouviram falar e bastante das mitologias grega e nórdica, com seus respectivos deuses. Hércules, Zeus, Apolo, Atena (gregos) ou Thor, Odin, Loki, Friga (Nórdicos) são apenas alguns dos muitos deuses destas mitologias, mas muitos poucos conhecem o panteão egípcio. A mitologia egípcia, mais antiga que a grega, nórdica ou que a romana, é muito rica e que associa deuses a várias manifestações da natureza , refere-se às divindades, mitos e práticas cultuais dos habitantes do Antigo Egito, sendo que as crenças, que freqüentemente variavam de região para região (as cidades do Egito Antigo possuíam um deus protetor, que recebia oferendas e pedidos da população local), não era a parte mais importante, mas sim o culto aos deuses, os quais eram considerados os donos legítimos do solo do Egito, terra que tinham governado no passado distante, no chamado período Pré-Dinástico.

Os deuses egípcios eram representados ora sob forma humana, ora sob forma de animais, considerados sagrados. O culto de destes animais era um aspecto importante da religião popular dos egípcios. Deve entender-se que o "deus" não residia em cada vaca ou em cada crocodilo, porém um só indivíduo da espécie era cultuado, sendo sua escolha feita de acordo com determinados sinais e adorado num recinto especial. Os egiptólogos afirmam que nesses animais encarnava-se uma parcela das forças espirituais e da personalidade de um ou mais deuses. Os faraós egípcios criam na idéia de que também eram deuses e que possuíam poderes mágicos

Os egípcios também acreditavam na existência da vida após a morte, onde ao morrer todos passariam pelo Tribunal de Osíris para obter seu julgamento. Alguns conseguiam voltar à vida de acordo com o veredicto de Osíris, mas outros não.

O panteão egípcio conta com 42 deuses. Vejamos alguns dos deuses egípcios mais conhecidos:


1. AMON

Rei dos deuses, Amon (ou em egípcio mais antigo, Amén) foi registrado pela primeira vez como imn, que significa “o oculto”, sendo ele o senhor dos templos de Luxor e Karnak.

Tem por esposa Mut e por filho Khonsu. Sua personalidade formou-se por volta de 2000 a.C. e Amon era também muitas vezes era associado ao deus Rá (ou Ré) formando assim o deus Amon-Rá considerado o deus que traz o sol e a vida ao Egito. A época de Ramsés III Amon tornou-se um monárquico, mesmo titulo que Ptah e Rá.

Freqüentemente representado como um homem, com barba postiça, de pele negra ou lápis-lazúli (uma alusão ao culto de Amon como um deus celeste) e vestido com a túnica real e a sua cabeça era encimada por um disco solar, uraeus e duas plumas. Cada uma destas plumas encontrava-se dividida verticalmente em duas secções, que refletiam a visão egípcia dualista e horizontalmente em sete segmentos. Na parte posterior da coroa poderia levar uma fita vermelha. Na sua mão direita segurava um ankh e na esquerda o cetro uas. Ele se manifesta, igualmente, sob a forma de um carneiro e, mais raramente, de um ganso.

2. ANÚBIS

Anúbis, também conhecido como Anupu, Anupo ou Anpu é o antigo deus egípcio da morte e dos moribundos e o patrono dos embalsamadores, presidindo às mumificações e era também o guardião das necrópoles, das tumbas, e o juiz dos mortos. É mesmo o primeiro entre eles, a quem se deve o protótipo das múmias: a de Osíris. Todo egípcio espera beneficiar-se em sua morte do mesmo tratamento e do mesmo renascimento desta primeira múmia. Os egípcios acreditavam que no julgamento de um morto era pesado seu coração e a pena da verdade. Era quem guiava a alma dos mortos no Além.

Anúbis também introduz os mortos no além e protege seus túmulos com a forma de um cachorro deitado em uma capela ou caixão. É representado como homem com cabeça de cachorro ou forma de um cachorro ou na forma de um chacal. Este animal que freqüenta as necrópoles lhe é associado.

Anúbis é uma das mais antigas divindades da mitologia egípcia e seu papel mudou à medida que os mitos amadureciam, passando de principal deus do mundo inferior a juiz dos mortos, depois que Osíris assumiu aquele papel. A associação de Anúbis com chacais ou cães provavelmente se deve ao fato de estes perambularem pelos cemitérios.

3. ÁPIS

Na Mitologia Egípcia Ápis (ou Hapi-ankh) é a personificação da terra.

O "morto-vivo" (Osíris) encarnou num touro branco sagrado. Era o touro de Mênfis. Simbolicamente representado como um touro negro com um triângulo branco na testa.

Seu culto está associado com Ptah.

O local onde eram enterrados os seus bois sagrados levava o nome de Serapeum.

4. ATUM

Em Heliópolis, ele é o pai e o rei de todos os deuses, o criador do Universo que, por sua vontade, extraiu-se do caos inicial, ou seja, para os egípcios é o deus que protagonizou a criação, o mesmo Aton adorado por Akhenaton como deus único. Seu nome em egípcio significa "Totalidade" ou "Estar completo". Inicialmente associado à terra, Atum passa a estar ligado ao sol, sendo entendido como uma manifestação deste ao entardecer.

Era representado como um homem barbado usando a coroa dupla do faraó e menos frequentemente, como uma serpente usando as duas coroas do Alto e do Baixo Egito. É o mesmo deus Rê ou Rá que gerou Chu, o ar e Tefnut, a umidade. Atun e Rê ou Rá, foram mais tarde unidos ao deus carneiro de Tebas Amon e ficou conhecido pelo nome de Amon-Rê ou Amon-Rá

5. BASTET

Na mitologia Egípcia Bastet, Bast, Ubasti ou ainda Ba-en-Aset é uma divindade solar e deusa da fertilidade, além de protetora das mulheres grávidas e também possuía poder sobre os eclipses solares.

A deusa está presente no panteão desde a época da II dinastia. Era representada como uma mulher com cabeça de gato, que tinha na mão o Sistro, instrumento musical sagrado. Por vezes, tinha na orelha um grande brinco, bem como um colar e um cesto onde colocava as crias. Podia também ser representada como um simples gato.

Por vezes é confundida como Sekhmet, adquirindo neste caso o aspecto feroz de leoa. Certa vez, Rá ordenou a Sekhmet que castigasse a humanidade por causa de sua desobediência. A deusa, que é representada com cabeça de leoa, executou a tarefa com tamanha fúria que o deus Rá precisou embebedá-la com cerveja para que ela não acabasse exterminando toda a raça humana. o que acabou originando a deusa Bastet.

Bastet era a esposa de Ptah, com quem foi mãe de Nefertum e Mihos. O seu centro de culto estava na cidade de Bubastis. Em seus templos foram criados gatos que eram considerados como encarnação da deusa e que eram por essa razão tratados da melhor maneira possível. Quando estes animais morriam eram mumificados, sendo enterrados em locais reservados para eles.


6. BÉS




Bés era uma antiga divindade egípica que parece um vilão mas, sob melhor julgamento, se vê que ele é benéfico. Parece um anão robusto, com pernas arqueadas e rosto pouco gracioso, a ponto de se tornar cômico. Mostra a língua ao espectador que o fita no fundo dos olhos e segura um chocalho! Por outro lado, ele protege contra mau olhados, ajuda nos partos, pois durante o nascimento, Bes dançava à volta do quarto, abanando o seu chocalho e gritando para assustar demónios que de outro modo poderiam amaldiçoar a criança. Depois da criança nascer, Bes ficava ao lado do berço entretendo o bebé. Quando a criança ria ou sorria sem motivo aparente, acreditava-se que Bes estava em algum lugar no quarto a fazer caretas.espalhando alegria, além de proteger dos pesadelos aqueles que dormem. Estas são as razões pelas quais ele decora camas, apoios de cabeça, objetos de toalete, instrumentos de música.

Quando esculpido ou pintado na parede, ele nunca aparece de perfil, mas sempre de frente, o que é único na arte egípcia. Também existem representações de Bes com características felinas ou leoninas.

Bes é um deus pouco comum. Ele não parece ser egípcio, mas de onde ele vem é desconhecido. Ele parece-se com deuses encontrados na África central e do sul.

7. HATOR

Hator (Hathor ou Het-Heru) é, junto a Isis, a mais venerada das deusas. Considerada a deusa das mulheres, dos céus, do amor, distribuidora de alegria, é a "dama da embriaguez" em honra de quem bebe vinho e toca música. Também é a protetora da necrópole de Tebas que sai da falésia para acolher os mortos e velar os túmulos.

É adorada na forma de uma mulher com chifres de vaca e disco solar na cabeça, de apenas uma mulher com cabeça de vaca ou simplesmente uma vaca. Um rosto de mulher visto de frente e provido de orelhas de vaca, a cabeleira separada em duas abas com as extremidades enroladas, às vezes basta para evocá-la.

É a legítima portadora do sistro (instrumento musical de percussão, feito em geral em bronze, mas também existiam exemplares em madeira e em faiança.) Os sistros estavam particularmente associados ao culto da deusa Hathor, mas poderiam também ser empregues no de Ísis, Bastet e Amon. Os Egípcios acreditavam que o som produzido pelo instrumento poderia aplacar o deus em questão.

8. HÓRUS

Horus (ou Heru-sa-Aset, Her'ur, Hrw, Hr ou Hor-Hekenu), filho de Osíris e Isis, era o deus do céu e teve uma infância difícil, pois sua mãe teve que escondê-lo de seu tio Seth que cobiçava o trono de seu pai.

Após ter triunfado sobre Seth, matando-o e as forças da desordem, ele toma posse do trono dos vivos; o faraó é sua manifestação na terra.

Perdeu um olho lutando com Seth, que foi substituído por um amuleto de serpente, (que os faraós passaram a usar na frente das coroas), o olho de Hórus, (anteriormente chamado de Olho de Rá), que simbolizava o poder real e foi um dos amuletos mais usados no Egito em todas as épocas

Ele é representado como um homem com cabeça de falcão ou como um falcão sempre usando as duas coroas de rei do Alto e Baixo Egito. Na qualidade de deus do céu, Horus é o falcão cujos olhos são o sol e a lua.

Com o nome de "Horus do horizonte", assume uma das forma do sol, a que clareia a terra durante o dia. Criador do universo e de todo tipo de vida, Horus era adorado em todo lugar. Ele é o deus mais importante de todos os deuses. Hórus é também a segunda pessoa da Trindade egípcia, composta por Osíris, Ísis e Hórus.

9. ISIS

Isis é a mais popular de todas as deusas egípcias, o modelo das esposas e mães , a protetora da magia invencível.

Quando Osíris, seu irmão e marido, herdou o poder no Egito, ela trabalhou junto com ele para civilizar o Vale do Nilo, ensinando a costurar e a curar os doentes e introduzindo o conceito do casamento. Ela conhecia uma felicidade perfeita e governava as duas terras, o Alto e o Baixo Egito, com sabedoria

Após a morte de Osíris, cujo corpo tinha sido despedaçado por seu irmão, Seth, Ísis reúne os pedaços de seus despojos, se transforma em milhafre para chorá-lo, se empenha em reanimá-lo e dele concebe um filho, Horus, tornando-se a deusa-mãe do Egito.

Ela defende a bico e unhas seu pequeno contra as agressões de seu tio Seth. Perfeita esposa e boa mãe de perfeito rei e sábio dos mortos, ela é um dos pilares da coesão sócio-religiosa egípcia. Usa na cabeça um assento com espaldar que é o hieróglifo de seu nome.

10. KHNUM


Khnum (Chnum, Knum, ou Khnemu) era um deus da mitologia egípcia, com origens antigas, que possivelmente remontam à época pré-dinástica. Do ponto de vista geográfico, encontrava-se ligado à zona sul do Egipto e à Núbia.

Era representado como um homem com cabeça de carneiro, por vezes tendo uma jarra ou coroa dupla sobre os chifres. O seu nome significa "o modelador".

Este deus representava os aspectos criativos; acreditava-se que Khnum regulava as águas do Nilo, das quais os egípcios dependiam para a sua sobrevivência. A vida no Antigo Egito estava regulada pelas inundações anuais do Nilo que traziam uma argila que fertilizava os campos e assim permitia a prática agrícola.

Estava também ligado à criação dos seres humanos. No seu torno formava não só a carne dos humanos, mas também o seu "Ka" (alma). Por esta razão, era também representado no ato da criação dos novos seres. No seu torno também criou o ovo do qual saiu Rá, que por sua vez gerou os outros deuses.

11.MAÁT

Maat (ou Maet) é a deusa da Justiça , do Equilíbrio, e da harmonia do Universo tal como foi criado inicialmente.

É representada por uma mulher jovem portando em sua cabeça uma pluma. É irmã de Rá, o deus do Sol e esposa de Toth, o escriba dos deuses com cabeça de íbis. Com sua pena da verdade ela pesava as almas de todos que chegassem ao seu Salão de Julgamento subterrâneo. Ela colocava sua pluma na balança e no prato oposto o coração do falecido. Se os pratos ficassem em equilíbrio, o morto podia festejar com as divindades e os espíritos da morte. Entretanto, se o coração fosse mais pesado, ele era devolvido para Ammut (deusa do Inferno, que é parte hipopótamo, parte leão, parte crocodilo) para ser devorado. Como se vê, os deuses egípcios não eram pessoas imortais para serem adoradas, mas sim ideais e qualidades para serem honradas e praticadas.

Em sociedade, este respeito pelo equilíbrio, que Maat representa, implica na prática da equidade, verdade, justiça; no respeito às leis e aos indivíduos; e na consciência do fato que o tratamento que se inflige aos outros pode nos ser infligido.

12. MERETSEGER


Meretseger, cujo significa "a que ama o silêncio" ou "amada pelo silêncio", era uma deusa-cobra da mitologia egípcia e era representada mais freqüentemente como uma serpente, às vezes com cabeça humana, ela pode também ser uma mulher com cabeça de serpente.

Ela é a dama da necrópole tebana, a deusa do cimo mais elevado que domina o maciço montanhoso. Sua notoriedade ultrapassa muito pouco o plano local, mas nestes limites é muito venerada, particularmente pelos operários do Túmulo.

Meretseger possui capelas em sua cidade, até mesmo nas casas, assim como um pequeno templo cavado na rocha perto do Vale das Rainhas onde está associada à Ptah. Protege os mortos e pode punir os maldosos que tentam pilhar os túmulos, pois Meretseger, durante a época do Império Novo tornou-se guardiã dos túmulos das necrópoles de Tebas (Vale dos Reis).

13. NEFTIS

Neftis, cujo nome significa "Senhora da Casa" ou "Senhora do Castelo", é um dos filhos de Geb e de Nut, a irmã de Isis, Osíris e Seth. É esposa deste último, mas quando ele trai e assassina Osíris ela permanece solidária à Isis, ajudando-a a reunir os membros espalhados do defunto e também tomando a forma de um milhafre para velá-lo e chorá-lo. Bem antes do assassinato, Neftis teve uma briga com Seth, fantasiou-se de sua irmã Ísis e Osíris, pensando que era a sua mulher, teve relações com ela e dessa união, nasceu Anúbis, deus dos embalsamadores.

Como Isis, ela protege os sarcófagos e um dos vasos canopos e usa seu nome na cabeça: um cesto colocado em um edifício.

É ainda na campanha de Isis que ela acolhe o sol nascente e o defende contra a terrível serpente Apófis.

14. NEITH



É a mais antiga deusa citada pelos textos, talvez a protetora do Baixo Egito bem antes da unificação do país. Venerada principalmente em Sais, no Delta, ela é representada como uma mulher que usa a coroa vermelha do Baixo Egito. Seu nome se escreve com duas flechas ou dois arcos, o que a designa bem como uma deusa guerreira.

Também é protetora, com Duramulef, do vaso canopo do estômago, ela parece ser uma divindade que basta a si própria, um dos raros princípios criadores femininos entre os deuses egípcios.

15. Osíris


Osíris era um deus associado à vegetação e a vida no Além. Oriundo de Busíris, no Baixo Egito, Osíris foi um dos deuses mais populares do Antigo Egito

A história de Osíris pode ser interpretada de várias maneiras: primeiramente, nos relatos da criação do mundo, sua geração é a ultima a nascer e não representa mais elementos materiais do mundo (espaço, luz, terra, céu...).

Osíris é rei, esposo e pai: ele representa a existência das estruturas normais da sociedade humana. Outra versão: Osíris morto, destruído e ressuscitado evoca o retorno da cheia todos os anos, a morte, o renascimento da vegetação e dos seres humanos. Por essa razão, ele é o deus dos mortos e do renascimento.

Existe um antiga lenda envolvendo Osíris. A lenda de Osíris é sobretudo conhecida em sua versão grega. Osíris é o filho primogênito de Geb (a terra) e de Nut (o céu). Ele sucede seu pai no trono do Egito. Ciumento, seu irmão Seth o mata e espalha por todo país os pedaços de seu cadáver. Suas irmãs, Isis e Neftis, o reencontram e com a ajuda de Anúbis devolveram-lhe a vida para permitir a Isis conceber Horus. Tendo legado a realeza terrestre a seu filho. Osíris reina no mundo subterrâneo e julga os mortos, aos quais pode cooperar com o sol em sua viagem noturna.

16. PTAH


Ptah, Tanen, Ta-tenen, Tathenen ou Peteh é o deus criador e divindade patrona da cidade de Mênfis. É um construtor. Deus de Mênfis que foi a capital do Egito no Antigo Império, Ptah é "aquele que afeiçoou os deuses e faz os homens" e "que criou as artes". Concebeu o mundo em pensamento e o criou por sua palavra. Seu grande sacerdote chama-se "o superior dos artesãos". É, realmente, muito venerado pelos trabalhadores manuais, particularmente pelos ourives. Tem o préstimo dos operários de Deir el-Medineh. Representa em uma vestimenta colante que lhe dá a impressão de estar sem pescoço e usando na cabeça uma calota. Tem como esposa a deusa Sekhmet e por filho o deus do nenúfar, Nefertum.

Ele é marido de Sekhmet e, por vezes, de Bastet. Seus filhos incluem Nefertem, Mihos, Imhotep e Maahes. Em alguns mitos, é o criador de Rá.

Nas artes, é representado como um homem mumificado com as mãos segurando um cetro enfeitado com ankh, was e djed (símbolos da vida, força e estabilidade, respectivamente).

17. RÁ


Rá um dos nomes do sol (você pode ouvir também com o nome de Ré), um dos principais deuses egípcios. Em Heliópolis ("a cidade do sol" em grego) é ele que, depois de ter decidido existir, cria o mundo e o mantém vivo.

Ao amanhecer, Ré era visto como uma criança recém-nascida saindo do céu ou de um escaravelho, recebendo o nome de Khepri. Por volta do meio-dia Ré era contemplado como um pássaro voando ou barco navegando. No pôr-do-sol, Ré era visto como um homem velho descendo para a terra dos mortos, sendo conhecido como Atum. Durante a noite, Ré, como um barco, navegava na direção leste através do mundo inferior em sua preparação para a ascensão do dia seguinte. Durante o dia clareia a terra, sempre com a forma de um falcão. Estes três aspectos e 72 outros são invocados em uma ladainha sempre na entrada dos túmulos reais.

Como uma das culturas agrícolas mais antigas e mais bem sucedidas da Terra, os antigos egípcios deram ao seu deus sol, Rá, a supremacia, reconhecendo a importância da luz do sol na produção de alimentos.

Devido à sua popularidade, o deus seria associado a outros deuses, como Hórus, Sobek (Sobek-Rá), Amon (Amon-Rá) e Khnum (Khnum-Rá)

18. SEKHMET


Sekhmet, (Sachmet, Sakhet, Secmet ou Sakhmet) ,"a poderosa", é a deusa da guerra e das doenças. O centro de seu culto era na cidade de Mênfis. É mau caráter e tem cóleras pavorosas que podem propagar no país ventos ardentes, epidemias e a morte. Apaziguada por festas e oferendas, torna-se possível obter sua ajuda contra Apófis - que se opõe ao andamento do sol - os inimigos do rei em tempos de guerra ou os agentes responsáveis pela doença no corpo dos homens. Seus sacerdotes são experts em magia e medicina.Possui força e coragem, e tem como missão proteger o deus Rá e o faraó. Certa vez, Rá ordenou a Sekhmet que castigasse a humanidade por causa de sua desobediência. A deusa executou a tarefa com tamanha fúria que o deus Rá precisou embebedá-la com cerveja para que ela não acabasse exterminando toda a raça humana.Em Mênfis, Sekhmet é a esposa de Ptah e mãe de Nefertum. É quase sempre representada como uma mulher com cabeça de leoa, coroada com o disco solar.

19. SETH

Deus da violência e da desordem, da traição, do ciúme, da inveja, do deserto, da guerra, do caos, dos animais e serpentes. Seth era encarnação do espírito do mal e irmão de Osíris, o deus que trouxe a civilização para o Egito. Seth era também o deus da tempestade no Alto Egito. Era marido e irmão de Néftis. É descrito que Seth teria rasgado o ventre de sua mãe Nut com as próprias garras para nascer.

Seth é intimamente associado a vários animais, como cachorro, crocodilo, porco, asno e escorpião. Sua aparência orelhuda e nariguda era provavelmente um agregado de vários animais, em vez de representar somente um. Ele também é representado como um hipopótamo, considerado pelos egípcios como uma criatura destrutiva e perigosa. Filho de Geb e de Nut, Seth é um deus complexo e ambíguo.

Da proa da barca de Ré, ele trespassa com sua lança os inimigos do Sol; ele serve ao faraó combatendo com a força de seu braço. Mas é perigoso, violento, imprevisível. A lenda de Osíris mostra-o em um mau dia: assassino de seu próprio irmão, ele persegue Horus com seu ódio, jamais Seth renuncia luta, pois ele é o necessário fomentador de problemas no mundo regido por Maát.

20. TOTH

Toth, Tot, Tôt ou Thoth é o nome em grego de Djehuty, um deus pertencente ao panteão egípcio, é cordato, sábio, assistente e secretário-arquivista dos deuses. Divindade lunar à qual era atribuída a revelação ao homem de quase todas as disciplinas intelectuais: a escrita, a aritmética, as ciências em geral e a magia. Era o deus-escriba e o deus letrado por excelência. Havia sido o inventor da escrita hieroglífica e era o escriba dos deuses; senhor da sabedoria e da magia. Era frequentemente representado como um escriba com cabeça de íbis (a ave que lhe estava consagrada). Também era representado por um babuíno. A importância desta divindade era notória, até porque o ciclo lunar era determinante em vários aspectos da actividade civil e religiosa da sociedade egípcia. É, por vezes, identificado com Hermes Trismegisto. Sua filiação ora é atribuída a Rá, ora a Seth. Refere-se também que seria conselheiro de Rá. Sua companheira íntima, Astennu, é por vezes identificada com o próprio Toth . Tinha uma filha: Seshat.Também é considerado como o Deus atlante da antiga civilização perdida de Atlântida.


Ana

sábado, 29 de agosto de 2009

A essência da vida

No final de todos os arco-íris existe uma porta, basta encontrar a chave da esperança. Mas, para isso, descubra a essência da vida.
O amor deve ser supremo. Hoje o ódio reina na Terra, as pessoas são ambiciosas e só pensam em si mesmas. Esqueceram qual a real essência de viver e perderam-se no caminho para o arco-íris.
Acordar de manhã e dizer bom dia, levantar-se com um sorriso. A essência da vida está em reconhecer e em saber apreciar as coisas simples. Ouvir um passarinho cantar e achar a música mais linda do mundo; relaxar com o titilar da chuva na janela; caminhar na praia e sentir a brisa que vem do mar só para beijar a sua face… É -seperder observando o horizonte do mar; é sentar-se na relva ou na areia para presenciar o pôr-do-sol e achar que essa é a mais bela das obras de artes já criadas no mundo. É ficar horas e horas cantando para a Lua; é ver desenhos nas nuvens…
A essência de viver é estar esperando um final de semana ensolarado e de repente vem aquele temporal, mas mesmo assim você acha que o dia não poderia ser melhor. É sair com os amigos e se divertir; é fazer os outros sorrirem mesmo você estando triste; é ajudar um amigo em má fase e levantar-lhe o astral. É saber dizer sim, mas também dizer não…
É saber perdoar um amigo que lhe disse palavras duras; é saber reconhecer oa seus erros e também pedir perdão. É mentir para não magoar, mas ser sempre sincero para conservar os bons amigos.
É ter esperança que os sonhos podem ser verdadeiros, mesmo quando todos dizem que é uma mentira. É não ter medo de correr atrás de seus objetivos e não desistir mesmo que você tombe no caminho.
É assistir a um filme e chorar de emoção mesmo sabendo que é ficção. É chorar ao ver as barbaridades que o jornal noticia. É não perder a esperança nunca e ter fé que as coisas podem tornar-se melhores, se não ficarmos parados de braços cruzados.
A essência da vida está em cada um de nós… Nas palavras que dizemos, nos nossos gestos, no sorriso a quem nem ao menos conhecemos, num “bom dia” sincero, num beijo, num abraço, num aperto de mão. Enfim, a essência de viver está nos pequenos e mais simplórios gestos, só basta saber reconhecer!


Ana
O Nó do Afecto

Numa reunião de pais numa escola da periferia, a directora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos; pedia-lhes também que se fizessem presentes o máximo de tempo possível. Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar e entender as crianças.
No entanto, a directora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e explicou, com o seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo, durante a semana, porque quando ele saía para trabalhar era muito cedo e o filho ainda estava dormindo. Quando voltava do serviço já era muito tarde e o garoto já não estava acordado. Explicou ainda, que tinha de trabalhar assim, para prover o sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava redimir-se indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa, e para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo.
Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.
A directora emocionou-se com aquela singela história e ficou surpresa quando constatou que o menino era um dos melhores alunos da escola.
Jamais esqueça o principal, que é a comunicação através do sentimento. Simples gestos como um beijo e “um nó na ponta do lençol”, podem fazer a diferença.
O facto faz-nos refletir sobre as muitas maneiras das pessoas se fazerem presentes, de se comunicarem com os outros. Aquele pai encontrou a sua, que era simples, mas eficiente. E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afectivo, o que o pai estava lhe dizendo.
Faça com que as pessoas “ouçam” a linguagem do seu coração. As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas sabem registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó.

Ana

Lenda Chinesa

Era uma vez, uma jovem chamada Lin, que se casou e foi viver com o marido para casa da sogra. Depois de algum tempo, começou a ver que não se adaptava à sogra. Os temperamentos eram muito diferentes e Lin cada vez se irritava mais com os hábitos e costumes da sogra, que criticava cada vez com mais insistência.
Com o passar dos meses, as coisas foram piorando, a ponto de a vida se tornar insuportável. No entanto, segundo as tradições antigas da China, a nora tem que estar sempre ao serviço da sogra e obedecer-lhe em tudo.
Mas Lin, não suportando por mais tempo a ideia de viver com a sogra, tomou a decisão de ir consultar um Mestre, velho amigo do seu pai.
Depois de ouvir a jovem, o Mestre Huang pegou num ramalhete de ervas medicinais e disse-lhe: “Para te livrares da tua sogra, não as deves usar de uma só vez, pois isso poderia causar suspeitas. Vais misturá-las com a comida, pouco a pouco, dia após dia, e assim ela vai-se envenenando lentamente. Mas, para teres a certeza de que, quando ela morrer, ninguém suspeitará de ti, deverás ter muito cuidado em tratá-la sempre com muita amizade. Não discutas e ajuda-a a resolver os seus problemas.”
Lin respondeu:
- “Obrigado, Mestre Huang, farei tudo o que me recomenda”.
Lin ficou muito contente e voltou entusiasmada com o projeto de assassinar a sogra.
Durante várias semanas, Lin serviu, dia sim dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra. E tinha sempre presente a recomendação de Mestre Huang para evitar suspeitas: controlava o temperamento, obedecia à sogra em tudo e tratava-a como se fosse a sua própria mãe.
Passados seis meses, toda a família estava mudada. Lin controlava bem o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Durante estes meses, não teve uma única discussão com a sogra, que também se mostrava muito mais amável e mais fácil de tratar com ela. As atitudes da sogra também mudaram e ambas passaram a tratar-se como mãe e filha.
Certo dia, Lin foi procurar o Mestre Huang, para lhe pedir ajuda e disse-lhe:
- “Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha sogra. É que ela transformou-se numa mulher agradável e gosto dela como se fosse a minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que lhe dou.”
Mestre Huang sorriu e abanou a cabeça:
- “Lin, não te preocupes. A tua sogra não mudou. Quem mudou foste tu. As ervas, que te dei, são vitaminas para melhorar a saúde. O veneno estava nas suas atitudes, mas foi sendo substituído pelo amor e carinho que lhe começaste a dedicar. “

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

restos de mim...

Quando nada do que fui aqui restar

o Sol declinará cadavérico sobre a praia

num abraço de areia doirada.



Pronunciará, lentamente na sua ritmada cadência,

por mim, no marulhar, tal onda ordenada,

em cada vaga, uma a uma, as vogais

chagas abertas, feridas incendidas de uma vida

de menina, de mulher, de uma Fada ...

O Sol .... será da espuma alva - do que restar do meu corpo -,

o tear, o altar e o tumular lençol ...

Ana

ser ave e não voar...

"A boca, onde o fogo
de um verão
muito antigo cintila,
a boca espera
(que pode uma boca
esperar
senão outra boca?)
espera o ardor
do vento
para ser ave,
e cantar."

Eugénio de Andrade


Existem momentos em que me inquiro sobre o verdadeiro rumo das aves! Voar? Ou apenas existem para que nos questionemos sobre a fragilidade da nossa própria existência? De comuns mortais almejando sulcar o anil veludo dos céus? Se nada temos por certo senão o facto de que chegámos vindos de um espaço escuro, de um túnel de carne e que a luz do dia nos acolheu e nos disse: - Existe!!!!

Existimos. E nesta caminhada buscamos o eterno Graal Sagrado. A taça de cicuta em que nos afundamos, insanos. Nesta busca, soltamos o animal que em nós habita e que, não raras vezes, nos impede de raciocinar.

Em boa verdade coabita em nós a dualidade sermos racionais - pretendermos racionalizar tudo - e não obstante, sermos animais e como tal, reagirmos de forma instintiva.

Em momentos de tensão somos animais. Todo o nosso sistema metabólico se programa para o ataque ou para a fuga... Fugir... Voar... Voar alto, mais alto, voar ao infinito e do alto, soltar o grito...

Não, hoje não quero racionalizar ... Quero apenas ser ave e voar. Como tu gaivota, que insistes em não abandonar este espaço-terraço, virado a Poente. Olho-te com os olhos líquidos da madrugada. Olho-te com estes olhos de criança, no matiz topázio do verde-mar. (Continuo sempre a sonhar...)

Desfoco... já não te vejo, Gaivota ... Apenas um vulto difuso se projecta contra o Poente... Apenas...

A alma, essa, atracou nas tuas asas e sulca as veias do céu... "espera o ardor do vento para ser ave, e cantar." 1

Recordo Eugénio... Dentro de mim borbulham as palavras sem bocas, essas que falam de bocas sem palavras...

Desavisadas, as palavras, sopram as nuvens assentes sobre os meus cabelos... num redopelo.

São vento... Despenteado o pensamento, liberta-se de amarras e voa, alado, acalentado nos braços alísios de um tempo. Voa... Voa...

Não, não me digas nada. Que a noite lisa, pura e limpa, borda agora o negro da estrada. Deixa que o tempo se esqueça de nós. Que as horas, de cansadas, adormeçam sentadas ali na amurada. Deixa que a lua se olhe nos espelhos mil vezes reflectidos, dos meus e dos teus sentidos na nudez imensa das ondas repetidas, ordenadas pela gravidade das estrelas e dos cometas. Pela urgência da gravítica atracção dos corpos.
Não, não digas nada, que cansadas estão as bocas de mil palavras. Mascaradas. Disfarçadas de aves sem asas.

Toma-me a alma, nesta noite dos dias, e diz-me sem palavras que sou a tua amada.
Enfeita-me os cabelos de astros, entrelaça-os em grossas tranças, como quando era criança. Douradas. Da cor da areia da praia…

Conta-me de ti, dos teus sonhos, dos teus medos, dos teus desejos. Conta-mo na cadência de cada onda tombando, ininterruptamente. De trás para a frente e no reverso, na maré vaza ou maré cheia… Melopeia … Sem palavras.

Conta-mo num lampejo. Do teu olhar, fulgor … Esse que adivinho, existir, quando ausente de mim, olho as estrelas equiparadas às asas de uma gaivota projectadas no fundo de um céu azul. Nesta orla de mar.

E, menina do Mar, acasalo com ela, os sonhos de navegar … sempre a planar.
E de igual modo, projectada me vejo no verde esmeralda do mar … E no rosáceo das rochas desta ilha tão antiga ou, quando do topo do monte, situado a jusante, vejo o verde prado constante … a ondular e as árvores de tão sozinhas num perpétuo varejar.Tombadas até ao chão no varejo do vento insano. Choram as hastes partidas, arrancadas assim à florescência da Vida … Quando a semente brota do chão o fruto tomba na concavidade da minha mão.

Nesse momento sei que existes e te busco na perfeição de um mundo (re)construído. Para te amar. Na melodia do piar de mil aves do mar, das ondas incessantes a marulhar, nos cheiros matizes de sal e pinheiro. No negro-verde de densas florestas povoadas de Druidas e de Fadas.

Não, não digas nada. Deixa as nossas bocas coladas, que seladas, falarão mais que mil palavras…

1) Eugénio de Andrade

Ana

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O meu silêncio


Despeço-me e parto.
Chove interminavelmente e sinto-me cansada. O guarda-chuva trava a chuvada de bater no rosto mas não é essa dor que temo. Afasto-me daqueles que seguem caminho para casa e envolvo-me nos meus atrapalhados pensamentos. Costumo aproveitar a minha pródiga solidão, o silêncio no retorno a casa, mas não desta vez.
Nem triste, nem eufórica.
Vazia.
Um sentimento de vazio apodera-se de meu corpo, da alma, perturbando o ambiente.
Quis ter alguém a meu lado. Alguém na partilha da luta contra a chuva, os rostos ocultos nas sombras, as vozes que retumbam no vazio.
Alguém que atenuasse o silêncio. O silêncio que os gritos de chuva cicatrizam em mim. Um ombro que elevasse na sua mão o guarda-chuva como sua espada, que rasgaria os céus da multidão, dos pesadelos horrendos que alimentam os cantos da cidade, e clamasse vitória. Que me desenraizasse do vazio, tal mão salvadora num abismo.
Alguém que fosse vulto. Que olhasse os gestos de ritmos pelos meus olhos e que ouvisse com os meus ouvidos o que ainda não aprendi a escutar. Alguém que se encontrasse nos meus passos, os passos incertos e vagos de menina perdida.
Alguém que escolhesse as palavras, que não as minhas, e que as falasse (que as gritasse!) ou as silenciasse no silêncio que é pintado pela compreensão e da ausência do real.
A chuva continua a morrer.
Pensei nesse anjo mudo mas não surdo que veria pelos meus olhos a luz que me foi oculta.
Descobri que caminho no meu trilho de meditações, no silêncio que não desejo ser roubado por ninguém.
O meu silêncio.
O silêncio que observa, que esboça e que me ouve.
Mas que me sufoca...

Ana

palavras...

Gosto de palavras.
Gosto até do som ao dizer "palavras".
As palavras são para mim corpos tocáveis, palpáveis, são sensualidades entranhadas.
Escrevo por isto mesmo. Porque gosto de palavras, gosto de como ficam bem quando conjugadas. Escrevo para me perder. Gosto da sensualidade que é perder-me e morder o lábio como uma virgem anónima e intocável.
Tantas vezes escrevo sem pensar, num devaneio externo e longíquo. Deixo que as palavras me façam companhia e me rocem o cabelo com intimidade.
Tantas vezes escrevo frases sem sentido e deixo-as fluirem mórbidas e melancólicas tal qual as ondas que se misturam e indefinem.
A palavra chorar nunca me amedrontou. Nem a palavra mágoa.
Não choro por nada que a vida me traga ou leve. Há no entanto momentos saudosos que me trazem melancolia. Sentimentos que nenhuma felicidade real me fará sentir, como nenhuma tristeza imitará antes da cortina fechar a peça, como o sopro que nos leva.
Não... Não é saudade desses tempos que tenho. É saudade daquele breve momento, é mágoa de não poder ter tudo outra vez pela primeira vez.

Ana

terça-feira, 28 de julho de 2009

FITOTERAPIA

Fitoterapia é o método de tratamento de doenças através das plantas medicinais e a forma mais antiga e fundamental de medicina da Terra.

Há mais de 6000 anos o homem vem testando e escolhendo instintivamente as melhores plantas medicinais para curar suas doenças. Em nosso século, a medicina disseminou o emprego de antibióticos e remédios alopáticos e a nossa medicina natural, passada de geração em geração foi esquecida.

A fitoterapia é uma terapia com a propriedade de curar males profunda e integralmente, de maneira não agressiva, pois estimula as defesas naturais do organismo.

Fito = Planta e Terapia = Tratamento. A palavra fitoterapia significa " cura através das plantas", conhecimento esse que nossas vós já possuíam e dele se utilizavam. Esta é, pois, a proposta do Oriente Ocidenteâ : resgatar esta fabulosa herança que nos foi legada pelos nossos ancestrais, que é o poder da cura pelos elementos da natureza.

Na natureza encontramos o que há de melhor em vitaminas, diuréticos, anti-inflamatórios, cicatrizantes, etc. que compõem toda uma gama de fármacos utilizada como recursos de terapêutica preventiva e de emergência. A matéria prima para tais medicamentos, corretamente prescrita pelos profissionais da área, pode ser facilmente adquirida nas farmácias da flora.

Esta forma terapêutica se preocupa com o equilíbrio nutricional do indivíduo, observados os vários fatores que agem sobre as pessoas, visando manter um estado de harmonia energética e possibilitando, com eficácia, a solução da maioria dos problemas simples, que representam 95% dos atendimentos em geral.

Os produtos naturais fitoterápicos são combinações de plantas, manipuladas em capsulas, comprimidos, tabletes, líquidos ou pós, destinados ao reequilíbrio do sistema orgânico que, por via de conseqüência, eliminam as manifestações patológicas, permitindo ao indivíduo restaurar seu estado de saúde. De igual forma, as ervas, adequadamente combinadas, restabelecem os estados emocionais comprometidos pela depressão, ansiedade, angústia, irritação, insônia, etc.

O uso de plantas medicinais e aromáticas pela população mundial tem sido muito significativo nos últimos tempos. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que cerca de 80% da população mundial fazem uso de algum tipo de erva buscando alívio para sintomas dolorosos ou desagradáveis. A utilização de plantas medicinais tem, inclusive, recebido incentivo da própria OMS. São muitos os factores que vêm colaborando no desenvolvimento de práticas de saúde que incluam plantas medicinais, principalmente econômicos e sociais.

"As plantas medicinais brasileiras não curam apenas, fazem milagres". Com esta célebre frase, Dr. Walter Acorsi definiu bem a capacidade de nossas ervas medicinais.

Costumamos dizer que, hoje em dia, quem ainda vive no campo, quando adoece cem para a cidade, pisa no remédio no caminho e vem comprar "droga" na farmácia.

Nos dias actuais, o custo para desenvolver medicamentos sintéticos ou semisintéticos é muito elevado e tem mostrado pouco frutífero. Os trabalhos de pesquisa com plantas medicinais, vai de regra, originam medicamentos em menor tempo, com custo muitas vezes inferior e, consequentemente, mais acessíveis à população em geral, já tão sobrecarregada com as despesas de cada dia.



Para a OMS, saúde é: "um bem-estar físico, mental e social e não apenas ausência de doenças". O uso de plantas medicinais como prática alternativa pode contribuir para a saúde dos indivíduos, mas deve ser parte de um sistema integral que torne a pessoa realmente saudável e não simplesmente "sem doença".
Terapias Naturais:
FLORAIS DE BACH

Compostos por 38 diferentes essências florais, os florais foram desenvolvidos pelo Dr Edward Bach, renomado médico inglês, no decorrer da década de 30. Os Florais, no entanto, não são um medicamento.

Adoptando um enfoque pessoal da noção de terapia e inspirando-se nos princípios clássicos da homeopatia de Hahnemann (tratar primeiro o doente e depois a doença), o Dr. Bach concluiu que um grande número de enfermidades e situações de sofrimento seriam, apenas, decorrências dos próprios desequilíbrios da mente e do psiquismo do indivíduo. Inclusive manifestações negativas primárias, como o medo, o egoismo, o ódio, a ambição desmedida, entre outras, seriam, segundo o Dr. Bach, apenas algumas das maneiras pelas quais o indivíduo enfermo busca agredir a sí mesmo e a sua própria natureza.

As essências Florais, extraídas de diversas flores nativas do Hemisfério Norte, cujos efeitos sobre o psiquismo dos indivíduos ele pôde exaustivamente estudar e experimentar, são empregadas com o fim de corrigir desequilíbrios do tipo mencionado acima. A idéia de Bach era a de compensar esses desequilíbrios, servindo-se dos aspectos positivos da própria personalidade do doente, mediante um exercício natural de auto-depuração mental e psíquica.

Os florais, portanto, longe de serem uma panacéia miraculosa, constituem, na verdade, um ponto de partida e buscam envolver o paciente na própria cura, despertando-lhe uma nova atitude interior pro-ativa e uma postura diferente diante de sua própria patologia e de seus próprios problemas.

Geralmente, classificam-se os Florais de Bach em sete grupos, segundo os estados de espírito e sintomas-chave observados nos pacientes. A estes, pode não ser fácil, às vezes, saber reconhecer, sozinhos, sem a ajuda de um psicólogo ou terapeuta, a que grupo pertencem, ou em que grupo podem se enquadrar, em um dado momento ou conjuntura.

O Dr. Bach, no entanto, incentivava esse exercício de auto-análise, dadas nào apenas a inexistência de qualquer contra-indicação no uso de seus florais, que são auto-reguladores, bem como, a conveniência psicológica do aprofundamento do auto-conhecimento por parte do paciente.

Grupos de Usuários e Chaves para Identificação dos Sintomas

Grupo Dos Temerosos

26. ROCK ROSE - Helianthemum nummularium
usa-se em situações críticas, certas emergências de pânico ou terror.

20. MIMULUS - Mimulus guttatus
usa-se em situações de medo específico (de dor, de escuro, de elevador).

06. CHERRY PLUM - Prunus cerasifera
usa-se quando há temor de perda do autocontrole, tendências suicidas ou homicidas.

02. ASPEN - Populus tremula
usa-se nos casos de sensação vaga de medo, medo sem razão aparente.

25. RED CHESTNUT - Aesculus carnea
usa-se para compensar uma excessiva solicitude e uma desmesurada preocupação com os demais, familiares ou não.


Grupo Dos Indecisos

05. CERATO - Ceratostigma willmottiana
para o que não tem confiança nas próprias opiniões.

28. SCLERANTHUS - Scleranthus annuus
para o incapaz de decidir-se ante diferentes opções.

12. GENTIAN - Gentiana amarella
para o que descrê de tudo, o pessimista contumaz.

13. GORSE - Ulex europaeus
para o desesperançado, o que carece de qualquer fé.

17. HORNBEAN - Carpinus betulus
para o desanimado, cansado face à rotina e ao dia-a-dia.

36. WILD OAT - Bromus ramosus
para o incapaz de encontrar a própria vocação ou motivação.



Grupo Dos Solitários

34.WATERVIOLET-Hottoniapalustris
para o orgulhoso, o arrogante, o enamorado da própria imagem.

18. IMPATIENS - Impatiens glandulifera
para o que se impacienta e se irrita com os demais.

14. HEATHER - Calluna vulgaris
para o inseguro,que quer ser sempre o centro de todas as atenções.


Grupo Dos Alheios e Desinteressados

09. CLEMATIS - Clematis vitalba
para o sonhador, que costuma dar pouca atenção ao mundo à sua volta.

16. HONEYSUCKLE - Lonicera caprifolium
para o que vive mais no passado (e do passado) do que no presente.

23. OLIVE - Olea europaea
para o que se sente totalmente exausto, física e mentalmente.

37. WILD ROSE - Rosa canina
para o que se conforma facilmente, o apático, o resignado.

35. WHITE CHESTNUT - Aesculus hippocastanum
para o que tem obsessões, idéias fixas ou recorrentes.

21. MUSTARD - Sinapis arvensis
para o que se deprime e se desalenta, bruscamente e sem razão.

07. CHESTNUT BUD - Aesculus hippocastanum
para o que erra repetidamente, o que não aprende com a experiência.


Grupo Dos Envolvidos E Preocupados

08. CHICORY - Chichorium intibus
para o possessivo, superprotetor, manipulador de pessoas.

31. VERVAIN - Verbena officinalis
para o pregador fanático, inflexível, o que busca impor, a todo custo, suas idéias.

32. VINE - Vitis vinifera
para o tirano, o dominador, o que luta pelo poder.

03. BEECH - Fagus sylvatica
para o intolerante, o arrogante, o crítico que ignora, sistematicamente, os pontos de vista alheios.

27. ROCK WATER - Acqua petrae
para o que se auto-reprime, sempre rígido e duro consigo mesmo.


Grupo Dos Desalertados

19. LARCH - Larix decidua
para o que acha sempre que vai falhar e não quer sequer tentar.

11. ELM - Ulmus procera
para o que tenta mas não confia no próprio poder e força.

24. PINE - Pinus sylvestris
para o que se atormenta com sentimentos de culpa e abatimento.

30. SWEET CHESTNUT - Castanea sativa
para o que crê estar sempre no limite, no final de suas forças.

29. STAR OF BETHLEHEM - Ornithogalum umb.
para o que está sob o impacto recente de notícias ou situações ruins.

38. WILLOW - Salix vitellina
para o que está amargurado, ressentido com o mundo.

22. OAK - Quercus robur
para o que se desespera, acha que já perdeu, embora não abandone a luta.

10. CRAB APPLE - Malus pumilla
para o que sente aversão a si mesmo, acha-se um sujo, um vilão.


Grupo Dos Influenciáveis

01. AGRIMONY - Agrimonia eupatoria
o que disfarça ou oculta suas verdadeiras preocupações.

04. CENTAURY - Centaurium umbellatum
o subserviente, aquele que não saber dizer “não”.

33. WALNUT - Juglans regia
o que busca ajuda nas grandes transições e passa-gens da vida (puberdade, menopausa etc).

15. HOLLY - Ilex aquifolium
o que se deixa dominar por ciume, ódio, inveja.

Para situações de emergência, acidentes, ou outras de acentuada angústia, aplica-se o RESCUE REMEDY, que vem a ser um composto especial de STAR OF BETHLEHEM, IMPATIENS, ROCK ROSE, CHERRY PLUM e CLEMATIS.

O RESCUE REMEDY reconforta e reequilibra, globalmente.

Para uso tópico, em queimaduras, picadas de insetos, inchaços ou contusões, usa-se o CREME RESCUE


MODO DE USAR - POSOLOGIA
Prefira sempre seguir a orientação de seu terapeuta ou psicólogo

(FLORAIS DE BACH NÃO SÃO UM MEDICAMENTO)
Como regra geral, usam-se 4 gotas, 4 vezes ao dia, colocadas diretamente sobre a língua ou debaixo dela.

Para obtenção do efeito pleno, deve-se conservar o remédio na boca por alguns instantes, antes de deglutí-lo.